29.12.11

Cinema Paradiso
Hj vi esse filme foda pra kct, recomendado por uma pessoa altamente recomendável hehe. E não decepcionou nem um pouco, pelo contrário, pra quem gosta de cinema é imprescindível assistir esse filme. É com o mesmo ator francês de "O Carteiro e o Poeta", Philippe Noiret, então, só por aí já dá pra ter uma idéia de que é foda.

A história resumida é essa: num pequeno vilarejo há um cinema de rua que tá sempre lotado, pois eh uma das poucas atrações do local, aí uma criança começa a virar amiga do véio que projeta os filmes lá de cima, e assim aprende sobre cinema e tudo q o envolve. Enquanto isso ele vai crescendo, e claro, várias coisas acontecem, ele se apaixona por uma mina, o véio quase morre, essas coisas. Mas a história do cara mesmo não eh o principal, e sim o próprio cinema, o fascínio que as pessoas tinham nos filmes que passavam pelos projetores gigantes, e como isso influenciava na vida delas, rindo, chorando, criando romances ali dentro... Ou seja, como se aquele cinema fizesse realmente parte da vida daquelas pessoas.

Várias cenas vão ficar eternizadas nesse filme, como a parte em que não cabe mais ninguém dentro do cinema, aí tem um monte de gente lá fora querendo assistir, então o cara projeta o filme pra fora, pra parede de uma casa, aí fica todo mundo assistindo da rua mesmo.

Bom, outra cena marcante é a parte final, em que o carinha assiste as cenas de beijo que eram cortadas dos originais por causa da censura da igreja. Ver aquilo ali, depois de uns 30 anos, emociona não só a ele, mas acredito q a todos q tenha acompanhado a história, pq esse final sintetizou tudo o q o filme quis passar, essa lembrança do passado, a lembrança da amizade com o véio, de sua vida naquela cidadezinha, do seu amor perdido, e tudo o mais.

Mais triste ainda é a cena da demolição do cinema, pra construção de um estacionamento qualquer. É um simbolismo bem forte, desse período do cinema que nunca mais vai voltar, um período mais simples, mais intimista, em que uma cidade inteira ia ver o mesmo filme, com a família, amigos, tudo junto pra apreciar o que se passava. E filmes sem essas merda de tecnologia q tem por aí, com história sem sentido nenhum, prezando mais pela imagem e som, do q pela essência. E assim, o sentido se perde. Mas afinal, eh um espelho do q as pessoas são hoje em dia né.









Faltam 40 dias!


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